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Sobre - Peter Café Sport

Sobre

Um café à primeira vista como tantos outros – dois balcões, prateleiras onde convivem runs, whiskeys e gins, e mesas e cadeiras preenchidas com pessoas a comer, a beber, a conversar… Contudo, com o passar dos anos e com o imenso trotear de pegadas que por cá foram passando, destas paredes e balcões, mesas e prateleiras, foram floreando histórias e vivências, que além de adornar, integram e mistificam a atmosfera desta casa.

Manifestam-se desde o azul da fachada, legado das Grandes Guerras, às peças de arte em osso e dente de baleia, reflexos da labuta, da vida dura, do sofrimento e do pesar da sobrevivência Açoriana. Insígnias, autocolantes, cartas e desenhos, nada menos que memórias materializadas da presença de um Mundo, de gentes vindas de países e continentes, e de todos aqueles que se movem entre as ondas, com a vida entre os punhos e o futuro entre os dedos, acariciados pela mão áspera da vida, calejada pela textura de uma escota.

Nesta sala, por entre as dezenas de tábuas de madeira, pintadas pelo espectro de bandeiras gastas pelo sol, pela maresia e por tanta vida, escuta-se uma cacofonia de babel, o cantar dos povos, das nações, e dos vagabundos despatriados que agora, nem que apenas por breves instantes, encontraram uma casa, dia a pós dia… ano após ano… década após década.

Ao longo dos últimos 100 anos o Peter Café Sport tornou-se um local de apoio aos iatistas que cruzam o Atlântico, como bar, restaurante, local de informações, posta-restante, casa de câmbios, delegação meteorológica e algumas vezes casa de misericórdia, tornando-se assim num símbolo de genuína amizade para todos aqueles que por cá passam.

Cedo na manhã de 20 de Julho avistei o Pico aparecendo por cima das nuvens por estibordo da proa. Terras mais baixas apareciam ao longe à medida que o sol dissipava o nevoeiro matinal e ilha após ilha surgiam. Quando me aproximei mais, apareceram campos cultivados, “e como é verde o milho!”. Apenas aqueles que viram os Açores do convés de um barco compreendem a beleza da paisagem do meio do oceano.
Joshua Slocum. “Sózinho à Volta do Mundo”
Escala no Paraíso – Quando se vem da Bermuda depois de Nova Iorque e dos portos limítrofes e que, vinte dias mais tarde, se desembarca na Horta, arquipélago dos Açores, não se deu apenas um salto no espaço, mas também no tempo. Depois da vida agitada, insípida e ávida dos homens robot, desembarca-se no meio de um povo calmo e hospitaleiro.
Marcel Bardiaux. “Aos 4 ventos da Aventura 2”
O Henrique Azevedo, subtil, honesto e generoso para com uma falta alheia é um dos homens mais notáveis que eu co¬nheci. O Henrique compra, vende ou troca quase tudo e é uma espécie de excêntrico São Cristóvão para os marinheiros estrangeiros.
Ben Carlin. 1949
Em 2004, a revista francesa “Voiles”, na sua edição de Janei¬ro, publicou uma grande reportagem sobre o Café Sport, apresentando-o como “o mais mítico bar do Mundo”. Um iate, um cais e um copo de “gin”. Tomar um “gin” no Peter’s faz parte da arte de bolinar.
“Diário de Notícias”, 1978
Na Horta, ir ao Peter’s é como ir à fonte. Junto do porto, o pequeno bar decorado com as bandeiras dos iates é daqueles pormenores que caracterizam um local, que permitem distingui-lo.
“Expresso”,1983
A minha homenagem ao espírito do Peter onde se convive e faz amigos! E se sonha! Espécie de Peter Pan da fantasia, nos caminhos do Mar, nos caminhos do Mundo.
Patrick Reyena. “Associeted Press”, 1986
O Peter é realmente uma pessoa simpática… mesmo que você não beba.
“Newsweek”, 1986
Café Sport é o símbolo do andar dos homens livres pelo mundo formoso e sem fronteiras de raças nem de costumes.
Jacinto Viladomier. “Azul Profundo”, 1990
Há quem espere por nós assim mesmo ao meio da rota do fim há quem tenha os braços abertos para nos aquecer e acenar no fim.
Trovante, “Peters” (Canção), 1990
O Café Sport Peter é uma das coisas mais lindas que me foi dada conhecer. Ou seja, é como nos romances, como nos filmes, como nos sonhos. Pelo menos para quem, como eu, é atlântica de alma e coração e tem dos portos, dos barcos e das viagens uma ideia irremediávelmente romântica. À minha volta, os per¬sonagens não desiludem. Vêm das sete partidas e formam um conjunto ines¬perado, cosmopolita e universal porque o Peter denomina-se com orgulho “o lugar de refúgio e auxílio dos iatistas que cruzam o Atlântico”. De surpresa em surpresa subo ao andar de cima para ver o Scrimshaw, museu onde aprecio dezenas de dentes de baleia que os marinheiros poliram, gravaram e pintaram “durante as longas viagens e esperas” com “as ilhas, as gentes e a saudade...” E também a fotografia de Neptuno, que visitou aquele mar na grande tempestade de 1986.
Maria José Nogueira Pinto. “Público”, 1993
Horta é a cidade mágica onde tudo, em termos de vela oceânica, pode acontecer. O seu porto é um mito, o Café Sport é um mito, o proprietário Peter é um mito. E uns mitos chamam outros. No museu do Café Sport existem três dentes de cachalote com os rostos dos mais famosos navegadores solitários que escalaram a Horta: Joshua Slocum, Francis Chichester, Eric Tabarly.
“Notícias do Mar”, 1993
Sem qualquer dúvida, o bar de marinheiros mais famoso do mundo, gerido pela família Azevedo, que há várias gera¬ções dá as boas-vindas a todos os marinheiros que lançam âncora nos Açores.
“Cruising World”, 1999
Quando vi este lugar pela primeira vez, percebi que o am¬biente sereno do café na verdade escondia um universo caótico. O café estava repleto de ideias e pontos de vista de todos os cantos do mundo, e essas ideias misturavam¬-se e colidiam umas com as outras. (…) As pessoas aqui participam no que parece ser uma combinação quase alea¬tória de ideias. Uma conversa leva a outra, e é difícil adivi¬nhar qual ideia surgirá a seguir. O Peter’s Café é um ponto de ligação no mundo, um dos mais extremos que já vi.
Frans Johansson, “What is the Medici Effect and How Can It Help Me Innovate?”, Harvard Business Press
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Rua José Azevedo (Peter), Nº 9
Horta, Portugal